O espírito desbravador do ser humano

O pouso da sonda Philae da Rosetta (ESA) na superfície do misterioso cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko, o popular cometa Chury, que passa pela terra com periodicidade de seis anos representa mais um avanço dentre as conquistas do Homo Sapiens/Sapiens. Conquistas estas que só evidenciam a infinidade do espírito desbravador do ser humano. Espírito que pode ter seu marco de origem com as primeiras missões de conquista de novas terras em fins do século XV e XVI — o início da acumulação primitiva e do modelo capitalista de produção em detrimento do Feudalismo. Todavia, que também pode estar mais do que bem contextualizado com a conquista de povos por parte de gregos, romanos, egípcios, e outras grandes civilizações da Antiguidade. Desses primeiros momentos, a humanidade vivenciou a eclosão da Primeira Guerra Mundial em parte por causa dessa mesma “fome” por conquistas. Provou o gosto amargo de uma Segunda Guerra Mundial pela necessidade de unificar povos de raças iguais no combate às chamadas “minorias”. Também teve a triste experiência de reviver um “novo colonialismo”, centrado na conquista da África e Ásia, sob a influência das duas potências antagônicas do século XX, Estados Unidos e União Soviética, no contexto da Guerra Fria. Que também foram responsáveis pela corrida ao espaço, o lançamento da Sputnik, o primeiro satélite artificial a orbitar a Terra, a ida da cadelinha Laika ao espaço, sendo o primeiro ser vivo a realizar tal feito; e finalmente a missão Apollo 11, que conseguiu levar o ser humano à Lua. A frase “É um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”, foi escutada por mais de um bilhão de pessoas, e ficará marcada e passará para as próximas gerações de mais de sete bilhões. De 1969 até os dias de hoje, várias foram as novas descobertas: o lançamento de novas sondas que estudaram todos os planetas do sistema solar, o efeito protetor da gravidade de Júpiter, o aspecto quase idêntico de Marte com o da Terra; novas galáxias, a matéria escura, cometas, asteroides, etc. etc. etc. De Colombo, Vespúcio ou da Roma Antiga até o pouso da Philae, os anseios e as vontades de conhecer, seja com o intuito controlador, pela sombra de guerras, da ameaça de extinção ou para explicar nossa existência, os “descobrimentos” caminharão juntamente com a expansão desenfreada da ciência e do próprio ser humano.

A conquista do Novo Mundo representa um dos primeiros passos no avanço e florescer da ciência e do conhecimento.  Pintura
A conquista do Novo Mundo representa um dos primeiros passos no avanço e florescer da ciência e do conhecimento.
Pintura
Sob a sombra de uma guerra sem precedentes da disputa entre duas grandes ideologias; a ida do homem à Lua é vista como marco do mundo contemporâneo.
Sob a sombra de uma guerra sem precedentes da disputa entre duas grandes ideologias; a ida do homem à Lua é vista como marco do mundo contemporâneo.
O pouso da Philae é o primeiro grande marco na conquista do espaço neste século XXI. Século onde o esquecimento reina e o futuro é almejado com unhas e dentes.
O pouso da Philae é o primeiro grande marco na conquista do espaço neste século XXI. Século onde o esquecimento reina e o futuro é almejado com unhas e dentes.
O espírito desbravador do ser humano

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