Universidade Federal de Sergipe: um esboço geral

A Universidade Federal de Sergipe, apesar de um título único que faz com que pareça única, se apresenta dividida, ou melhor, subdividida. Há um campus dito sede em São Cristóvão, e outros quatro: Aracaju, Itabaiana, Lagarto e Laranjeiras; além de um futuro em construção: Nossa Senhora da Glória. Até aí, nada de muito contrastante quanto aos demais estados brasileiros.
Entretanto, a peculiaridade que deve ser colocada em evidência, diz respeito ao seu próprio caráter já apontado acima: a subdivisão.
A Universidade Federal de Sergipe não está dividida em cinco campi, mas sim, em um campus sede e quatro campi “interiorizados”. É uma subdivisão, e não uma divisão.

Nossa imaculada instituição; construida pelo suor de docentes, discentes e funcionários. Construída sobre as sombras das inconsistências.
Nossa imaculada instituição; construida pelo suor de docentes, discentes e funcionários. Construída sobre as sombras das inconsistências.
Sob o ensino PBL, Lagarto é uma das mais jovens instituições da UFS. E uma das que mais sofrem descasos.
Sob o ensino PBL, Lagarto é uma das mais jovens instituições da UFS. E uma das que mais sofrem descasos.
A sede da UFS é formada por inúmeras didáticas, prédios de Pós-graduação, vivências, segurança, biblioteca estruturada e outras mais características de uma verdadeira universidade.
A sede da UFS é formada por inúmeras didáticas, prédios de Pós-graduação, vivências, segurança, biblioteca estruturada e outras mais características de uma verdadeira universidade.

Não há autonomia entre os distintos campi, há dependência. Dependência de liberação de bens patrimoniais, de verbas, de livros, de laboratórios, em suma, da infraestrutura em geral.
Caso houvesse divisão no sentido mais amplo da palavra, haveria autonomia por parte das direções dos distintos campi. Autonomia que faria com que discentes e docentes decidissem em conjunção os rumos de cada campus; porém, isso ainda é utópico, pois a subdivisão da UFS condena esta instituição à segregação e à dependência. O interior parece estar condenado à dependência do campus sede.
A reivindicação de melhorias, de avanços, de inovações por parte dos docentes cientes da precária situação dos campi interiorizados, na grande maioria das vezes é sucumbida (findada; destruída; reduzida a pó) por outros docentes que pregam à risca o ensino do “quanto menos baderna, melhor”, do “quanto mais aluno e quanto mais rápido, melhor ainda”; entretanto, esquecem que a baderna é em prol de tudo e de todos.

Universidade Federal de Sergipe: um esboço geral

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