Sobre amigos, livros e responsabilidades

Era uma vez, alguém sentado na primeira cadeira da sala 108, no primeiro andar do Bloco D, do Campus Universitário “Professor Alberto Carvalho”, da Universidade Federal de Sergipe, no bairro Sítio Porto, município serrano de Itabaiana, no menor estado do Brasil, Sergipe.
A cadeira era azul, desconfortável e pequena. A sala era iluminada, abafada e gigantesca. Depois disso, vieram os outros dias. No primeiro período, listas, sorrisos, iniciativas, abraços. No segundo período, a exigência sutil de mais novidades, mais listas, mais iniciativas, mais abraços, mais participações. No terceiro período, a exigência de uma decisão, o isolamento. No quarto período, o rumo escolhido, a verdade desvendada: finalmente livre de cobranças, que se danem as cobranças, escolher viver as coisas que lhe convém. Mas que coisas?
Amigos verdadeiros, que riem das suas piadas, que não fazem perguntas sem nexo, que vão numa lanchonete legal, tomam um sujo de laranja, comem um hambúrguer calórico, falam das coisas boas da vida, pensam no futuro, não ligam pra vaidade e falam dos livros preferidos.
Fazer parte de um grupo, não escutar os que mentem e querem te ver mal, na verdade, esquecê-los. Até porque, num futuro bem próximo, eles deixarão de existir nas próximas páginas de seu livro best-seller. No final, só restarão a parceira sempre fiel de pesquisa e que fala “tudo de bom”, a garota que na cadeira do SAES sorriu pra você e chorou também, a pessoa que te orienta, presenteia com livros emprestados, um chaveiro de torre Eiffel, um caderno feito de colagem e uma caixinha britânica, a menina que tem medo de gatos e senta quase sempre ao seu lado no ônibus, a sensata pessoa que é inovadora, até mesmo nos óculos escuros, a sua irmã, a sua mãe, o seu pai, a sua avó, e talvez avô, e a melhor pessoa de todos os tempos, que valoriza a simplicidade, tem bom gosto, escuta músicas que você gosta, pensa como você, vê o mundo como você, chora como você, vive ao seu lado, nunca esquece de você nos momentos difíceis e se chama Joice.
Nunca mais ler textos coletivos, e sim, entregá-los pessoalmente. Escrever um livro que fale sobre o valor da amizade, do amor e da solidariedade.
Coisas da vida.

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