O poder da voz

Muitos falam no poder do silêncio, que é sem dúvidas ou contestações, verídico.
Todavia, existe outro poder, que não serve de medição de forças com esse primeiro, mas que também traz grandes avanços e amadurecimentos para uma comunidade inteira de pessoas: O PODER DA VOZ.

Saber usar a voz é quase tão complexo e árduo quanto saber usar o silêncio. A título de comparações, ambas as tarefas exigem planejamento, união, diálogo e muita paciência (e coloca paciência nisso).
O poder do silêncio é mais do que bem enquadrado quando há discussões entre dois grupos e um terceiro ou quarto grupo registra todos os acontecimentos através da minuciosa e ousada visão, tendo a dura missão de não ser acusado de “sem opinião”, ou a responsabilidade de tomar uma decisão a fim de dar um ponto final. Desse modo, fica claro, que para que o silêncio se torne um poder, ele deve estar acompanhado pela voz.
E como isso é possível?
Simples: escuta-se o que é necessário, reflete-se de forma coletiva e apresenta o ponto de vista.
O primeiro passo é a exclusão de propostas individuais, e o destaque às propostas que sempre pregam o coletivismo. O segundo passo é o diálogo entre os defensores desse coletivismo e o consentimento entre as propostas, sem nenhum tipo de exclusão, mas sim, articulação. O terceiro passo é a apresentação da proposta final a todos (incluindo os que pregam o individual). O quarto passo é ouvir as críticas, os elogios e as razões deles. O quinto passo é a luta pela proposta. O sexto é a oficialização dela.
O poder do silêncio é fundamental; mas quando o silêncio parece eterno, é preciso apresentar a opinião.

O poder da voz

Iniciativas e personalidades que engranderam o campus em 2014

2014 foi um ano ano cheio de problemas, mas também, repleto de conquistas e avanços para o campus professor Alberto Carvalho. Um campus em processo de maturação, de crescimento, que tenta reverter a atual situação de sucateamento e de abandono para que consiga um status verdadeiramente universitário.

Enfrentamos um greve dos servidores sem precedentes, para logo em seguida, enfrentar uma greve dos professores, sem quaisquer respostas à perguntas lançadas à administração. Entre vaias e aplausos, as aulas voltaram antes dos que esperavam até 2015, um longo período de ociosidade.

Em 2014, nunca antes foram concedidas tantas bolsas e auxílios para os discentes do campus. Transporte, alimentação, trabalho, residência, PIBIC, PIBID, PIBIX, apoio pedagógico, manutenção acadêmica, e assim segue-se a lista quase infinda de valores que caem, as vezes em atraso, na conta corrente de centenas de estudantes.

No presente ano, prestes a se findar, presenciamos o quanto é claro o esquecimento do nosso campus para com o campus sede; e isso comprovou-se com a II SEMAC, evento de prestígio para a UFS, mas restrito aos altos de São Cristóvão, que nem sequer convidam seus colegas “periféricos” de Itabaiana, Lagarto e Laranjeiras.

Em contraposição a tal, nossos discentes chegaram numa eterna promessa de renovar o campus, com a valorização de novas cabeças. Todavia, a inovação e a renovação parecem utopias, e assim, os calouros se deparam com uma realidade bem distante da imaginada antes, se acomodando frente à falta de ação de todos.

Durante este “longo” ano de 2014, três grandes iniciativas merecem homenagem e destaque:

Primeiramente, o já citado Itabaiana+verde, que tem como atual expoente o professor Marcos Meiado, do Departamento de Biociências; pelo incentivo e conscientização da comunidade discente na conservação de espécies nativas da Mata Atlântica, além da prática de reflorestamento.

O Cine Cebola, organizado pelos professores Marcos de Melo, do Departamento de Educação e Heloísa Mello, do Departamento de Química, pela inclusão de material audiovisual dentro da universidade na reflexão de dilemas e questões que circulam na mente da criança.

E por fim, o teatro Leromundo, organizado pelo PIBID/Geografia, com a coordenação das professoras Ana Rocha e Marleide Sérgio, ambas do Departamento de Geografia, na reflexão da situação do negro na realidade brasileira, em destaque na literatura de Monteiro Lobato.

Desde já, o blog Cartaacadêmica parabeniza estas três grande iniciativas, e esperamos que elas se perdurem e continuem a servirem de exemplo para todos os docentes e discentes que constroem o nome do campus.

Iniciativas e personalidades que engranderam o campus em 2014

Pra não dizer que não falei das flores

IMG10545[1]A foto acima refere-se a um ramo de flores plantado no centro do Bloco A, onde ficam as secretarias acadêmicas e pedagógicas – SEAD, SEAP. Poucos percebem a sua presença. Por que será?

As flores do Bloco A representam uma doce ironia. Um amargo contraste. Ninguém se preocupa. Ninguém olha. Porque estão preocupados com outros negócios.

Os homens e mulheres de preto, de mala, de vestido… estão preocupados com outra coisa.

Por que será?

Pra não dizer que não falei das flores

Recesso: 15 dias para se refletir, adiantar, planejar, aproveitar e viver

Finalmente, chegou o recesso. Porém, isso não quer dizer que a correria acabou. A média aumentou. Você se livrou; ou seus sonhos se foram.

Na verdade, o recesso é uma ótima oportunidade de se refletir, adiantar, planejar, aproveitar e viver. E isso vale muito para os que “pararam no ponto e no tempo”. Para os que deixaram a vida passar e tudo acumular. Deixaram as apostilas de lado, as explicações no passado, as provas no guarda-roupa, dentre outras artimanhas de um universitário cansado de uma vida severina.

Preparem suas listas de organização de horários. Separem suas xérox empoeiradas. Escondam seus fones de ouvido e demais distrações.

Respirem.

15 dias são suficientemente necessários e satisfatórios para que tudo o que está pendente seja concluído. Seminários, eventuais provas, exercícios, etc. etc. etc.

Coisas que só a universidade nos traz.

Recesso: 15 dias para se refletir, adiantar, planejar, aproveitar e viver

Hieraquias do retrocesso

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Todos nós, estudantes (de licenciaturas, engenharias, áreas de saúde, etc.) sonhamos com um novo espaço acadêmico onde possamos dialogar de forma harmoniosa com distintos cursos, com professores, com a direção e com a equipe de limpeza.
A princípio, imaginamos um campus com várias didáticas, sem rachaduras, com inúmeras cadeiras (confortáveis), com ventilação apropriada, num local de fácil acesso, SEM CORRUPÇÃO, sujeira (e não estou falando somente da sujeira técnica do pátio, das folhas secas caindo, do lixo jogado), sem mandantes nos departamentos, sem lideranças PODRES, sem competições injustas, sem imposições. Queremos mais voz, mais resistência, levantar de queixos na cara da burguesia medonha que assola a instituição.
A mesma burguesia que nem imaginamos quem são, mas estão bem ao nosso lado. Bem a nossa frente.
Não sabemos quem são.
Porém, é necessário prevenir-se de qualquer rostinho bondoso. Qualquer “salvador (a) da pátria” que se diz pela sociedade. Contra as mazelas. Quem se diz a favor da ocupação, e não pela invasão.
Precisamos ficar atentos. Imunes, armados.
O campus vive seu auge, ou pior, o início, das hierarquias.
E poucos sabem, mas hierarquia RENDE MUITO. Hierarquia traz MUITO STATUS. PODER.
O ser humano é capaz das piores atrocidades a fim de manter seu STATUS de “Salvador da Pátria”.

Não deixem que nos calem. Não deixem que nos manipule.
As hierarquias falam da mídia tendenciosa. Mas ao final de tudo, foram além da mentira que a Rede Globo traz.

Hieraquias do retrocesso

Barulho que vem de fora pra dentro da sala

O “barulho” destacado no título deste texto diz respeito aos ensurdecedores batuques que às vezes dão as caras durante a semana nos fins de tarde (horário das últimas e cansativas aulas no turno vespertino do campus).

Essa tal “música”, que mais deve ser referida como estrondo é produzida pelos famosos e populares “paredões” que assolam e varrem a cidade serrana de letras de cantores que dizem representar a cultura nordestina e sergipana, mas que na verdade mostram nas músicas uma conotação sexual, de ofensa à mulher, machismo, modos de vida marcados pelo exagero, pela riqueza a qualquer custo e pelo desperdício; e sem esquecer do português cheio de graves erros.

Será que é essa a imagem que o sergipano quer que os brasileiros achem da nossa gente?

Machista, sem consciência, analfabeto e ignorante?

Imaginem então quando essa “falsa cultura popular sergipana” entra dentro da sala de aula, sem ser convidada, nos ouvidos de professores e alunos – concentrados e desligados.

É o fim do aprendizado.

A péssima infraestrutura das salas de aula não colaboram para a amenização desse problema. Tal fato combinado à falta de iniciativa por parte dos próprios alunos, professores e administradores fazem com que a questão se perdure.

A própria população e os políticos já cruzaram, faz tempo, os braços para a “barulheira” das ruas. E quando cito “políticos”, me refiro à todos. Independente de ser oposição ou governo atual.

O problema ficou tão repetitivo, que o comodismo, mais uma vez, venceu a ação.

Barulho que vem de fora pra dentro da sala